Nani Roma também chocou contra o mesmo barranco que Sainz
Nani Roma também chocou contra o mesmo barranco que Sainz
O piloto espanhol Nani Roma lamentou hoje que Carlos Sainz, que também corre pela Mini, tenha hipotecado qualquer hipótese de vitória neste rallye Dakar depois de ter perdido quase cinco horas em consequência de ter partido a suspensão do seu buggy.
“Perdes quatro horas no terceiro dia e ficas com uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma. Por outro lado nem os adversários se alegram com o teu azar porque amanhã lhes pode bater à porta deles. É assim o Dakar. Temos de nos tentar manter afastados dos problemas“, comentou Roma, que é quarto na classificação dos autos. O piloto catalão contou que também ele chocou contra a pedra que aparentemente destruiu a roda a Sainz, mas que conseguiu sair ileso num momento importante em que liderava a etapa e ia na frente a abrir pista, por essas circunstâncias não rodava a tanta velocidade como o seu compatriota.
“Havia muito fesh fesh, a visibilidade era reduzida e quem vem atrás rola a mais velocidade. Nós a abrir a pista, batemos mas devagar e conseguimos passar“, relatou. Roma comentou ainda que a etapa, realizada entre as cidades de San Juan de Marcona e Arequipa, obviamente no Perú, “foi muito complicada, com umas dunas difíceis com muitos barrancos“.
“Furámos uma vez logo ao inicio, no meio das dunas, e fiquei apenas com uma roda sobressalente, pelo que tive de ter cuidados adicionais“, contou Roma, duas vezes vencedor do Dakar (2004 e 2014). O piloto espanhol deixou antever que “a coisa se apresenta dura” se mais adiante as etapas são ainda mais complicadas como nos avisaram, mas destaca que “o carro está inteiro” para enfrentar a quarta etapa, entre Arequipa e Tacna, que é uma etapa maratona, ou seja, sem suporte técnico da assistência.
Roma recordou que no ano passado o Dakar apenas passou cinco dias pelo Perú mas que foram os decisivos para os resultados, mas este ano são dez e a probabilidade de que ocorram grandes alterações na classificação é particularmente elevada. “Tento nunca parar. Na 3ª etapa só o fiz para mudar o pneu. Vêm aí dias difíceis mas temos de chegar a Lima“, antevê.
Photo: Ernesto Arias / EFE
