Raúl Alarcón cada vez mais "amarelo" após a Senhora da Graça

Raúl Alarcón cada vez mais “amarelo” após a Senhora da Graça

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Raúl Alarcón cada vez mais “amarelo” após a Senhora da Graça

O espanhol Raúl Alarcón (W52-FC Porto) reforçou o comando na Volta a Portugal Santander Totta, depois da demonstração de força que hoje lhe garantiu o triunfo na quarta etapa, com final no alto da Senhora da Graça, Mondim de Basto.

A vitória do camisola amarela começou a desenhar-se a 1,5 quilómetros do final da ligação de 152,7 quilómetros, entre Macedo de Cavaleiros e a Senhora da Graça. Depois de a W52-FC Porto ter imposto o ritmo durante toda a subida ao Monte Farinha, Amaro Antunes e Raúl Alarcón atacaram em dupla, a quilómetro e meio do final.

Amaro Antunes levou o camisola amarela na roda, com Rinaldo Nocentini (Sporting-Tavira) a juntar-se ao duo portista. A superioridade da W52-FC Porto foi total. Raúl Alarcón disparou quando entendeu mais adequado, nas últimas centenas de metros. O valenciano cortou a meta em solitário, reforçando a tonalidade amarela da liderança. Amaro Antunes, após o trabalho em prol do colega, ainda conseguiu ser segundo, relegando Rinaldo Nocentini para o terceiro lugar, ambos a 3 segundos do vencedor. João Benta (RP-Boavista) e Vicente Garcá de Mateos (Louletano-Hospital de Loulé), a 4 segundos do primeiro, resistiram.

A quarta etapa confirmou o poderio coletivo da W52-FC Porto e a capacidade acima da concorrência de Raúl Alarcón e de Amaro Antunes. Mas mostrou também a fragilidade de alguns candidatos. Gustavo César Veloso (W52-FC Porto) e Alejandro Marque (Sporting-Tavira) cederam 19 segundos para Alarcón, Sérgio Paulinho (Efapel) perdeu 1m09s e Rui Sousa (RP-Boavista) cortou a meta 2m19s depois do vencedor do dia.

Raúl Alarcón segue, portanto, no topo da classificação geral. Rinaldo Nocentini é o segundo classificado, a 25 segundos. Amaro Antunes está no terceiro posto, a 29 segundos.

Se as figuras principais só se mostraram no final, a história da tirada começou a ser escrita com 15 quilómetros percorridos, altura em que saíram do pelotão oito corredores, que passaram a nove com a chegada de Filipe Cardoso (RP-Boavista) à dianteira, na aproximação à subida do Velão.

Luís Gomes e Filipe Cardoso (RP-Boavista), João Matias (LA Alumínios-Metalusa Blackjack), Hélder Ferreira (Louletano-Hospital de Loulé), Hamish Schreurs (Israel Cycling Academy), Davide Pacchardo (GM Europa Ovini), Beñat Txoperena e Gatzon Udondo (Euskadi Basque Country-Murias) passaram na frente no Velão, com João Matias a reforçar o comando da classificação dos trepadores. Os fugitivos iniciaram com mais de 2 minutos a descida que haveria de levar a caravana a Mondim de Basto e à base do Monte Farinha.

Já em Mondim, Filipe Cardoso mexeu com a corrida e isolou-se, levando com ele apenas Beñat Txoperena. Os dois entraram na subida final adiantados, mas, tal como os restantes fugitivos, não resistiram à marcha do pelotão rumo à decisão da corrida. Hélder Ferreira seria mesmo o último a ser alcançado, a menos de 2 quilómetros da meta.

Além da geral individual, Raúl Alarcón está na frente da classificação por pontos. João Matias reforçou o estatuto de rei dos trepadores e o campeão da Letónia de fundo, Krists Neilands (Israel Cycling Academy), é o melhor jovem. A W52-FC Porto controla a classificação por equipas.

Amanhã há nova chegada em alto, embora de terceira categoria, no final da quinta etapa, 179,6 quilómetros entre Boticas e Santa Luzia, Viana do Castelo.

 

Photo João Fonseca – Podium Events