"Os críticos do Halo não foram a tantos funerais como eu"

“Os críticos do Halo não foram a tantos funerais como eu”

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“Os críticos do Halo não foram a tantos funerais como eu”

A FIA defende a introdução do ‘Halo’ na F1 já em 2018.

Halo – arco de segurança

Jackie Stewart responde contundentemente a quem se opõe à obrigatoriedade da inclusão do arco de segurança e entre eles está o tetracampeão da modalidade, Alain Prost.

O Halo vai contra o ADN da F1 e da sua beleza“. Assim se expressou Alain Prost sobre a protecção que a FIA incluirá nos monolugares já no próximo ano. O tetracampeão francês critica o arco de segurança e une-se, desta forma, a muitas vozes que opinam dessa forma.

Porém, sem dúvida, que a introdução do Halo também tem defensores e um dos mais firmes é o tricampeão escocês, Sir Jackie Stewart. O ex-piloto, de 78 anos de idade, foi muito firme na sua opinião “Se alguma destas pessoas tivesse estado em tantos funerais como eu estive e chorado tanto como eu chorei ao ver morrer amigos próximos, de certeza que não rejeitavam o Halo. Há que ter tanta segurança quanta a possível e não pensar que estás a destruir o automobilismo e a F1… Quero eu até ainda dizer que o capacete integral foi criticado porque não se via tanto a cara do piloto…“.

Stewart compara a luta pela segurança com outra que quase toda a gente aceita e compreende como boa noutros aspectos da vida: “A medicina preventiva é consideravelmente mais importante que a medicina correctiva que, para além do mais, é muito mais cara. Henry Surtees não morreu por causa da sua roda, mas sim por causa da de outro piloto. Pois bem, isso pode suceder em qualquer momento. Foi “apenas” um azar, mas eu pergunto porque haveremos de depender da sorte?“.

Por último, o campeão de 1969, 1971 e 1973 deixou um recado a alguns pilotos da grelha actual e, em especial, ao que lidera a classificação nesta altura do campeonato, o piloto alemão Sebastian Vettel: “Não faz sentido que eu diga que as épocas anteriores eram perigosas e que na altura devias ser cuidadoso e cauteloso e que os homens eram homens… isso é conversa da treta. Um piloto de corridas não mudou em nada desde Nuvolari e Caracciola e antes deles. A questão é que se começas a tomar liberdades porque podes ter acidentes enormes mas aos quais sabes que sobreviverás, pode ser que te tornes demasiado «liberal» na tua condução. E isso é estupidamente perigoso para os outros“.

Photos: de Charles Coates e Jad Sherif