Monte Carlo não está a ser um Rali nada fácil

Carrocel, Rallis

Monte Carlo não está a ser um Rali nada fácil

O WRC, temporada 2018, tem o seu arranque este fim de semana e, como sempre, a prova que marca o acontecimento é o mítico Rali de Monte Carlo.

Para determinar o quadro geral do evento inaugural do WRC 2018, o Comité Organizador do ACM – Automobile Club de Mónaco honrou, mais uma vez, a sua bem merecida reputação,criando uma mistura perfeita entre tradição e inovação: a proporção de novos sectores aumentará para 50% em relação à rota de 2017. Esta 86ª edição promete não deixar nenhum piloto indiferente … Também nos parece que não!

Sébastien Ogier foi o primeiro líder desta edição do Rali de Monte Carlo. Um inicio difícil para muitos e em que houve de tudo um pouco desde piões, a furos e até saídas de estrada. Diria no final da especial que “Perdemos tempo no gelo, sabíamos que ia ser traiçoeiro, não fiquei surpreendido ao saber que vários pilotos tiveram problemas”.

Andreas Mikkelsen ficou a 7,7s de Ogier apesar de ter tido problemas com os travões precisamente numa descida longa e rápida, o que levaria o piloto a comentar “não foi fácil ter confiança na descida quando perdi os travões”. Acreditamos!

Esapekka Lappi foi o terceiro a 19,4s “A parte de asfalto foi boa, mas tenho algumas coisas a aprender. No gelo andei muito devagar, não sei como se anda mais depressa ali.” Afirmação no mínimo curiosa para um piloto finlandês…

Lappi foi seguido de muito perto por Dani Sordo, quarto, a 3 décimas de segundo “Não foi mau, mas acho que não fiz um bom tempo

Craig Breen fechou o TOP5 do dia de abertura a 24,6s “Desastroso, fiquei preso na neve, não num banco, mas não podíamos andar. Os espectadores ajudaram-nos mas, ainda assim, foi difícil”.

O Rali de Monte Carlo continua a ser um poço de surpresas. Após a agitada noite de ontem, na segunda jornada, já diurna, continuaram os incidentes. O próprio Sebastien Ogier apanhou um valente susto no penúltimo troço ao fazer um pião seguido de uma saída de estrada. Mantém-se, no entanto, na liderança da prova para o que muito contribuiu a ajuda dos espectadores ali presentes. Ott Tanak vai-lhe no encalço e Dani Sordo esforça-se por defender a terceira posição.

Logo no primeiro troço do dia de hoje começaram a acontecer os contratempos. Thierry Neuville furou e cedia mais meio minuto a somar aos 4 que já tinha perdido em Sisteron. Craig Breen dava um “mau” toque numa pedra e ficava sem travões e Andreas Mikkelsen começava a sua sequência de azares. O pior que aconteceu ao piloto norueguês foi ter mesmo que ser retirar ao partir a correia do alternador.

Sordo, por seu turno, teve um mal entendido com os seus mecânicos, e saiu para o primeiro troço com a escolha errada de pneus e, de entrada, um primeiro peão. Mas depois fez um segundo peão acompanhado de uma pequena saída de estrada e, para “ajudar” o seu pára-brisas embaciava com facilidade por culpa da chuva intensa que também decidiu aparecer para “animar”, mas o espanhol lá conseguiu segurar a terceira posição da tabela classificativa. Mas não se lhe adivinha vida fácil porque tem os Toyota de Esapekka Lappi e Jari-Matti Latvala ali mesmo a “morder-lhe os calcanhares”.

A penúltima etapa será a despedida da região de Gap. Há previsão de chuva para os 5 troços e correspondentes 117 quilómetros finais nesta zona, antes que a caravana parta rumo ao Mónaco para enfrentarem a jornada final em Turini.

Classificação: