McLaren rompe com a Honda e levará propulsores Mercedes em 2018

McLaren rompe com a Honda e levará propulsores Mercedes em 2018

Carrocel, Formula 1

McLaren rompe com a Honda

e levará propulsores Mercedes em 2018

Como já era de esperar desde Montreal, a conferência de imprensa de Eric Boullier e Yusuke Hasegawa não augurava nada de bom para os nipónicos e o desaire de domingo sofrido por Fernando Alonso quando ia pontuar foi a gota de água.

Nada menos que 88 milhões de euros perderá a McLaren pela rescisão antecipada do contrato com a Honda, segundo noticia do Daily Mail, após a reunião havida entre Mansour Ojjeh com Toto Wolff e Niki Lauda apesar das habituais reticencias da equipa de Brackley para fornecer os seus motores a um potencial adversário.

Segundo declarações de Eric Boullier, o acordo entre ambas as partes não se aplicará até à próxima semana em Bakú. Muito provavelmente nem se tornará oficial até às férias de Verão e pondo final a uma relação de amor-ódio onde nada menos que 10 unidades de potencia nipónicas avariaram esta temporada atirando a McLaren para o fim da classificação de construtores sem um único ponto conquistado.

Consta que um dos factores de peso para acelerar este processo terá sido influenciar positivamente a decisão de Fernando Alonso em renovar pela McLaren para a próxima temporada. O facto de montarem os que são, por agora, os melhores motores disponíveis poderá resultar crucial para que o asturiano renove por outra temporada com opção de mais um ano como tanto se anseia na escuderia de Woking.

Isto torna a Sauber no principal trunfo da Honda para a temporada que vem, onde resta por ver como é que a McLaren conseguirá tapar o buraco deixado pela rotura do acordo já que aos 30 milhões limpos que cobra o asturiano há que somar a perda de 44 milhões de euros por temporada que pagava à marca japonesa e a que se somam ainda os 12 milhões que a McLaren deverá pagar à Mercedes para receber as tão desejadas unidades de potencia.

Pesem embora as conhecidas reticencias de Ron Dennis, no passado, de receber motores de outro fabricante que tinha a sua própria equipa oficial no campeonato, como sucede com a Williams e a Force India, a pressão de Ojjeh e o trabalho de Zak Brown han propiciaram que este segredo fosse confirmado ainda que não recebam as mesmas melhorias que a Mercedes. Enquanto que a Mercedes equipa a última versão dos seus propulsores desde Montmeló no mês passado, só na corrida do passado fim de semana em Montreal é que tanto a Williams como a Force India receberam a desejada actualização.

Ainda que a Mercedes se tenha recusado a comentar sobre o assunto alegando que preferem não prejudicar a Honda, a informação que nos chega da McLaren leva-nos a pensar que no Azerbaijão talvez venham a assinar o contrato e torná-lo oficial no Grande Prémio da Hungria, exactamente a última prova antes das tradicionais férias de Verão.