Márquez, Pedrosa e Maverick honram a memória de Nieto

Márquez, Pedrosa e Maverick honram a memória de Nieto

Carrocel, Velocidade

Márquez, Pedrosa e Maverick honram a memória de Nieto

Marc Márquez ganhou voltando a ser o mais rápido, ao ser o primeiro a preparar a sua moto para piso seco, na segunda volta, e quando todos o decidiram fazer já ele liderava com 17 segundos de vantagem sobre o mais directo adversário.

Ángel Nieto foi o mentor e pioneiro do desporto motorizado de duas rodas em Espanha e os seus “herdeiros” de hoje honraram-no da melhor forma possível em Brno, com um brilhante pódio. No lugar mais alto ficou Márquez que apontou os dedos ao céu para lhe dedicar o triunfo. Podemos até dizer que esta foi uma vitória bem ao estilo de Nieto, ao ser o mais rápido da grelha. No pódio, foi escoltado por Pedrosa e Maverick.

O MotoGP da República Checa arrancou hesitante, com o asfalto parcialmente molhado e com os pilotos a optar por pneus de chuva. Essa situação viria a propiciar uma primeira volta surreal com Lorenzo a assumir a liderança com uma diferença de 0.741 sobre Márquez a que seguiam Dovizioso, Rossi, Maverick, Zarco e Pedrosa. Era tudo uma mentira, a ponto de que Marc se deixou ultrapassar para que não lhe pudessem copiar a estratégia e, quase a completar a segunda volta, o piloto da Repsol Honda ganhou-lhes, a todos sem excepção, a corrida ao entrar nas boxes para montar os pneus para piso seco. Nenhum dos seus adversários o pôde seguir porque ele se tinha deixado ficar para trás. ¡Estratégia pura no seu melhor!

Essa passagem “antes de tempo” pela pit lane fê-lo cair provisoriamente para a décima nona posição da tabela classificativa a 8.3 do então líder na segunda passagem pela linha da meta, mas já estava claro que ia ascender à liderança se não desatasse a chover, e não choveu. Conseguiu liderar à quinta volta. Por insólito que pareça, Rossi e Dovizioso, dois dos seus adversários na luta pelo título, cometeram o erro de não entrarem nas boxes até à quinta volta. Um erro crasso.

Quando se estabilizaram as posições na sexta volta com todos os pilotos a já terem mudado de pneus, o pupilo de Alzamora sacava 17 segundos a Redding e Aleix, 18 a Abraham, 21 a Pedrosa, 22 a Petrucci, Rins e Crutchlow, 23 a Miller e Maverick, 25 a Baz, 27 a Pol e 28 a Rossi e Dovizioso, que seguiam em décimo quarto e décimo quinto, respectivamente. Ou seja, tinham caído todos na esparrela da jogada mestra.

A partir daí, Márquez empenhou-se em gerir a vantagem, para cruzar a meta com 12.4 sobre Pedrosa e 18.1 sobre Maverick. Ao piloto da Yamaha este foi um resultado que muito o satisfez porque, em mais um fim de semana complicado para ele, pôde salvar “a honra do convento” com um bom terceiro lugar que lhe segura a segunda posição à geral. Está, portanto, agora a 14 pontos de Márquez, mas com mais sete que Dovizioso e mais oito que Rossi. Destes dois, demonstrou mais uma vez ter muito mais garra Valentino que Andrea, porque a sua recuperação o levou até à quarta posição, que ganhou a Crutchlow na última volta. O piloto da Ducati, por seu turno, foi apenas sexto, seguido de Petrucci, Aleix, Pol e Folger, que fecharam o TOP10.

 

Photo: MARTIN DIVISEK para EFE