Lucas Cruz "Carlos Sainz dizia-me que não sabe andar devagar"

Lucas Cruz “Carlos Sainz dizia-me que não sabe andar devagar”

Carrocel, Dakar, Destaque, Noticias

Lucas Cruz “Carlos Sainz dizia-me que não sabe andar devagar”

O co-piloto de Sainz assegura que sentiram a pressão de serem o único Peugeot com hipótese de ganhar
Destaca que a calma é a chave para conseguir um bom resultado no Dakar

Ontem, duas pessoas sagraram-se como bicampeão do Rally Dakar. Uma delas é Carlos Sainz, a outra, sentada à sua direita, é Lucas Cruz. E porque sim, porque na maioria das vezes se fala apenas dos pilotos como se fosse possível “dançar o tango” sozinho!

O co-piloto, natural de Barcelona, tem muito o que reflectir sobre uma segunda vitória, muito trabalhosa e sofrida sobretudo, e a partir de determinada altura, por serem os tripulantes do único Peugeot com hipótese de conseguir o troféu do touareg.

Cruz, que acompanhou Sainz na sua primeira vitória em 2010, afirma que vão desfrutar este triunfo tanto como o de há oito anos atrás “Outra vitória e sabe tão bem como a primeira. Tínhamos um pouco mais de pressão pela equipa para conseguir a vitória e levarmos o carro até ao final“, comentou à Fox Sports.

Lucas é a voz da calma dentro de um carro que rola a mais de 150 km/h pelo deserto e caminhos da América do Sul. O catalão destaca que a paciência, a resiliência e a calma são as chaves de uma prova em que o vencedor completou quase 50 horas de condução.

É uma prova de paciência e qualquer inconveniente que surja deve ser encarado como algo que é para ser superado porque o esforço é recompensado. Ao fim e ao cabo é uma prova onde há que ter muita paciência, resiliência e calma, onde nunca há que ter pressa para fazer o que quer que seja, e onde sempre há que ir um pouco devagar porque as zonas complicadas são-no para toda a gente e se fores demasiado rápido tomas uma decisão errada“, salientou.

Manter essa tal paciência foi uma tarefa especialmente dura e difícil nos últimos dias. A tripulação do carro #303 usufruía de uma vantagem superior a 40 minutos na última parte do rally, ainda que a estratégia consistia em apostar no conservadorismo, Lucas confessa que era uma situação incómoda para Sainz.

Estes últimos dias, como dizia o Carlos dentro do carro “Não sei ir devagar, custa-me ir devagar“. Mas essa era a estratégia para tentarmos manter a vantagem sem cometer um erro que fosse, sem correr riscos“, concluiu.

Texto: Jorge Iglesias