Laia Sanz a mulher que mais ralis Dakar terminou nas motos

Laia Sanz a mulher que mais ralis Dakar terminou nas motos

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Laia Sanz a mulher que mais ralis Dakar terminou

nas motos

Já que estamos no feminino, vamos do ténis ao todo o terreno e dediquemos uns instantes à mulher que mais vezes terminou o Dakar na categoria de motos.

Falamos, já adivinhou com toda a certeza, de Laia Sanz, 31 anos de idade e de nacionalidade espanhola que corre pela KTM. Tudo dito? Claro que não!

O primeiro foi incrível e o que acabei na nona posição à geral foi quiçá o melhor. Agora há que esperar que chegue algum que os supere, ou vá, que os iguale“, comentava a hexacampeã do Dakar.

Estou muito feliz por ter acabado o meu sétimo Dakar em sete participações, que é algo que nenhuma mulher conseguiu e de que muito poucos homens se podem «gabar», ao que acresce que terminei os quatro últimos entre os 20 primeiros classificados“. Laia Sanz, em Buenos Aires, despedia-se desta edição do Dakar 2017 com uma estatística que engrandece o seu palmarés que, de todo, já não era pequeno. Conseguiu terminar todos os Dakar em que participou e em quatro deles, consecutivos, classificou-se entre os 16 melhores masculinos: 16ª em 2014, 9ª em 2015, 15ª em 2016 e 16ª este 2017.

O primeiro foi incrível e o que acabei na nona posição à geral foi quiçá o melhor. Agora há que esperar que chegue algum que os supere, ou vá, que os iguale“, comentava Laia sobre um Dakar em que as etapas canceladas e os enganos de percurso a prejudicaram “Não valem as desculpas. Nesta prova toda a gente anda sempre com os «se isto ou aquilo», mas isso não conta para nada. O que conta são os factos. É verdade que fiz uma segunda semana muito boa, a primeira nem tanto, e o ano passado foi exactamente ao contrário. Pelo que espero no próximo ano juntar duas boas semanas“.

Ainda que viesse a receber de bom grado uma proposta para participar de carro, a sua prioridade a médio prazo continua a ser as motos. Nas motos, a diferença física entre um homem e uma mulher continua a ser enorme “Considero-me apenas mais um piloto e, para mim, é igualmente duro tanto quanto para os homens. Mas sim é verdade que de facto as mulheres, gostemos ou não disso, temos mais limitações físicas pelo que um bom resultado tem um sabor e um mérito especiais“.

Nos carros, apenas uma mulher venceu à geral o Dakar, a alemã Jutta Kleinschmidt em 2001 com a Mitsubishi.