Federer celebra vitória lavado em lágrimas

Federer celebra vitória lavado em lágrimas

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Federer celebra vitória lavado em lágrimas

“É um sonho tornado realidade”

Infinito Federer: 20 Grand Slams é obra feita!

O tenista suiço sofreu muito mais do que o esperado nesta final, ante um grande Marin Cilic, para terminar por conquistar o seu vigésimo grande título, sexto em Melbourne.

Federer não conteve a emoção e chorou copiosamente com o troféu, o sexto na Austrália para ele, nas suas mãos.

Como se não tivessem passado 15 anos desde a primeira vez que venceu um Grand Slam, no ano de 2003 em Wimbledon, Roger Federer, eterno, infinito, sublime, segurou nas mãos este domingo o vigésimo com a mesma ambição, com a mesma determinação. Foi mais difícil do que se esperava frente a um Marin Cilic digníssimo que teve a glória por perto e que jogou ao limite 6-2, 7-6 (5), 6-3, 3-6 e 6-1 em três horas e três minutos muito intensos.

Encaminhou-se Roger Federer para receber a Norman Brooks Challenge Cup, a sexta de uma carreira brilhante onde figuram agora vinte Grand Slams e as lágrimas quase lhe fugiam dos olhos. Com 36 anos acabava de fazer, outra vez, história! E começou o seu discurso: “Foi um dia muito longo, estive muito tempo a pensar nesta partida, nervoso, prefiro os jogos durante o dia para não esperar tanto…“.

A emoção inundava a Rod Laver Arena e Federer continuou “Vencer este Grand Slam outra vez é um sonho tornado realidade, uma vitória de conto. Ano passado ganhei a final e continuo. É incrível”. É então, quando recebe a taça, que Federer começou a chorar, desmanchado, como quando Rafa Nadal o derrotou na final de 2009 e soltou este comentário “¡Deus, isto está a matar-me!“. Desta vez emocionou-se até ao pranto com o troféu na mão. “¡Isto é difícil, obrigado!“, balbuciou enquanto o lendário Rod Laver gravava tudo com o telemóvel, e TODA a bancada se punha de pé para o aplaudir. Ninguém ficou indiferente às lágrimas de um campeão para a história.

Na conferência de imprensa, Federer falou do seu futuro e do facto de competir com mais de 36 anos: “Em doze meses venci três Grand Slams. Quase me custa a acreditar! Tudo consiste em ter um bom calendário, não jogar demais, manter a ambição… e as coisas acontecem! Não creio que a idade, só por si, seja um problema. É apenas um número“.