Empatados, Doldrums 1 – Volvo Ocean Race 1 !

Carrocel, Vela

Empatados, Doldrums 1 – Volvo Ocean Race 1 !

Quando a frota da Volvo Ocean Race, passou pela primeira vez os Doldrums, no Atlântico, entre Lisboa e a Cidade do Cabo na 2ª etapa não houve grandes dificuldades.

Ao oitavo dia da 4ª etapa, parece que os Doldrums estão a compensar as oportunidades perdidas no início da etapa, recusando-se a perder o seu controle sobre as sete equipas, que continuam com ventos dolorosamente ligeiros e um calor abrasivo.

Durante três dias, as tripulações tentaram exclusivamente chegar a norte o mais rápido possível, para poder apanhar ventos consistentes que os vão levar em direcção a Hong Kong – mas a etapa tem sido lenta.

O vento quase não existe, reduzindo a velocidade média nas últimas 24 horas para apenas três nós, enquanto a temperatura do ar e do mar subiu para níveis muito desconfortáveis.

O único sopro para as velas e os mares vitrificados é quando uma nuvem aparece – e então a brisa temporária pode ser amiga ou inimiga.

As condições insatisfatórias deixaram a frota à beira do desespero.

É quente e lento“, disse Jens Dolmer, do Brunel. “Foi frustrante – fizemos menos de 100 milhas em 24 horas. Durante o dia é muito, muito quente e sem brisa. Isso absorve completamente a nossa energia. ”

Questionada para descrever a situação actual, Sally Barkow, precisou de apenas uma palavra. “Tortura“, disse a velejadora.

Leg 4, Melbourne to Hong Kong, day 09 on board Dongfeng. Photo by Martin Keruzore/Volvo Ocean Race. 10 January, 2018.

A natureza inconstante dos Doldrums viu a maioria das equipas ter ganhos e perdas. Num determinado ponto, parecia que as equipas mais a leste – Vestas 11th Hour Racing, Dongfeng Race, Akzonobel e MAPFRE – teriam ganho distância em relação ao Turn the Tide on Plastic, Brunel e Team Sun Hung Kai / Scallywag que estavam a oeste.

Mas, na seguinte classificação conhecida, as embarcações a oeste recuperaram e passaram para a frente. Com este “baralha e torna a dar”, o Turn the Tide on Plastic caiu para sétimo, mas com apenas 5,9 minhas de atraso em relação ao primeiro. Vamos ver o que consegue continuar a fazer Brian Thompson, o experimentado navegador e velejador que partilha o barco com os portugueses Frederico Melo e Bernardo Freitas, entre outros.

O verdadeiro vencedor das últimas 24 horas foi o Scallywag, que conseguiu reduzir uma diferença de mais de 30 milhas para 10.

Na verdade, a actualização das 13:00 GMT colocou-os na liderança devido à sua posição a oeste, tecnicamente mais perto da linha de chegada, para eles será uma chegada a casa e dezenas de apoiantes a torcer por eles.

Ganhamos terreno a toda a frota, fomos o barco mais rápido, chegamos a avançar a quatro nós“, disse a navegadora do Scallywag, Libby Greenhalgh. “Provavelmente temos mais 250 milhas deste vento muito fraco, e de momento continuamos a mover-nos bastante bem. Se pudermos continuar a recuperar e nos nivelarmos com os outros, então estamos na luta “.

Apesar do que a classificação diz, o “bilhete premiado” será para a equipa que atingir os ventos alísios, que ainda ficam a cerca de 250 milhas a norte – depois é apanhar a auto-estrada para Hong Kong.

4ª etapa – Classificação geral – Quarta-feira, 10 de Janeiro (Dia 9) – 13:00 UTC

1 – Sun Hung Kai / Scallywag- distância até ao final – 3.244,47

2 – Team Brunel +0,64 milhas náuticas

3 – Mapfre +1,19

4 – AkzoNobel +1,85

5 – Dongfeng Race Team +2,59

6 – Vestas/11th Hour Racing +3,15

7 – Turn the Tide on Plastic +5,91

 

Photo: Brian Carlin e Martin Keruzore/Volvo Ocean Race