Dia difícil a bordo!

Dia difícil a bordo!

Carrocel, Vela

Dia difícil a bordo!

Os dados que nos chegam da Direcção da regata, sugerem que o lado norte não está a ser nada favorável ao AkzoNobel nem ao Sun Hung Kai / Scallywag neste 3º dia da 6ª etapa da Volvo Ocean Race, que liga Hong Kong a Auckland.

Os dois barcos rumaram a norte imediatamente depois de passarem a ponta sul de Taiwan e, assim, a frota ficou dividida, sendo que na classificação das 13:00 GMT eles estavam mais de 125 milhas náuticas atrás do líder Brunel que está navegar a sul.

São os primeiros dias para os dois barcos, que estão a apostar em melhores condições a norte nos próximos dias, mas agora estão com apenas 3 a 5 nós de vento, em comparação aos 15 nós mais ao sul.

Isto está errado, muito errado“, diz a medalha de ouro olímpica brasileira do AkzoNobel, Martine Grael. “Nós vamos para norte – noroeste e nosso destino é sul – sudeste!

Nós fomos para norte demasiado cedo“, admitiu o navegador da equipa AkzoNobel, Jules Salter. “Estamos realmente desapontados. Tomamos a decisão com bastante rapidez para rumar a norte, parecia que tudo estava alinhado, o Scallywag também foi e no primeiro turno estávamos bem, no segundo já não muito. Os quatro primeiros já foram, e agora somos nós os dois cá para trás.

A bordo do Scallywag, o espírito ainda é positivo – e a navegadora Libby Greenhalgh diz que esta é uma aposta a longo prazo.

A longo prazo, estamos a tentar encontrar a brisa do norte. Em teoria, estaremos em primeiro lugar e vamos estar em posição de seguir para sudeste mais cedo.

Enquanto isso, o grupo do sul, composto pelo Brunel, MAPFRE, Dongfeng Race Team e Turn the Tide on Plastic, ainda navegam à vista, e lutam duramente por cada milha em condições brutais.

Estamos super perto e é muito difícil“, disse Sophie Ciszek, do MAPFRE. “Nós temos o Dongfeng ao lado, e também acabei de ver o Turn the Tide. A regata tem tido de tudo e as condições não estão agradáveis ​​pois tem sido contra o vento, desagradável e molhado, e tivemos que fazer algumas trocas de J1 para J2, que são as mais desagradáveis ​​que podemos fazer em termos de água no convés, por isso temos agora algumas pessoas que não se sentem muito bem “.

E continuou: “Estamos felizes por estar neste grupo de barcos, os outros dois (AkzoNobel e Scallywag) estão muito mais ao norte e tiveram menos pressão. Eles agora estão a perder, mas vão ter benefícios mais tarde, e todos nós vamos convergir nalgum ponto mais à frente.

Nós estamos a ir pela opção mais segura – a motivação a bordo é ficar com os outros e há vontade para continuar no duro e manter a nossa velocidade. Não se dorme muito, não queremos perdê-los de vista “.

O skipper do Dongfeng, Charles Caudrelier, admitiu que o barco chinês quase se juntou aos dois barcos do norte, mas acabou por considerar que ainda era muito cedo.

Para ser honesto, quando o AkzoNobel e o Scallywag cambaram, estávamos a pensar fazê-lo, mas achamos que era um risco demasiado grande. Parece que eles estão agora com dificuldades.

E acrescentou: “É a etapa mais complicada em termos de clima, não chega apenas ter uma boa cabeça, também precisamos de um pouco de sorte. Há tanta transição para a frente que eu não sei qual será o momento-chave pelo que estamos sempre muito focados e a tentar optimizar a nossa progressão com pequenos ganhos “.

6ª etapa – Classificação geral – Sexta-feira 9 de Fevereiro (Dia 3) – 13:00 UTC 

1 – Brunel – distância até final da etapa – 5.433,7 milhas náuticas

2 – Dongfeng Race Team +0,8

3 – MAPFRE +1,3

4 – Turn the Tide on Plastic +8,1.

5 – Sun Hung Kai / Scallywag +124,5

6 – AkzoNobel +126,6

Vestas 11th Hour Racing – NÃO PARTICIPA

 

Photo: Yann Riou/Volvo Ocean Race