Contra a força da W52-FC Porto resistiu Rui Sousa

Carrocel, Estrada

Contra a força da W52-FC Porto resistiu Rui Sousa

O veterano Rui Sousa (RP-Boavista) ganhou hoje a sexta etapa da Volta a Portugal Santander Totta, uma ligação de 182,7 quilómetros, entre Braga e Fafe, que deixou clara a superioridade da W52-FC Porto, que mantém Raúl Alarcón no comando da geral.

Com força para dar e vender, a W52-FC Porto dinamitou a etapa desde o início, promovendo sucessivos ataques. De uma dessas ofensivas nasceu a fuga do dia, com 16 elementos, entre os quais António Carvalho e Ricardo Mestre (W52-FC Porto), Filipe Cardoso e Rui Sousa (RP-Boavista), Bruno Silva (Efapel), Guillaume Almeida (LA Alumínios-Metalusa BlackJack), Nuno Almeida (Louletano-Hospital de Loulé) ou Jesús Ezquerra (Sporting-Tavira).

A fuga, cuja vantagem se aproximou dos 5 minutos, obrigou o Sporting-Tavira, o Louletano-Hospital de Loulé e a Efapel a controlarem o pelotão, empregando nessa tarefa energia que tanta falta viria a fazer na fase final da tirada para atacar a camisola amarela. Foi, aliás, a W52-FC Porto que endureceu o ritmo na subida do Viso, uma das mais difíceis da Volta, apesar de ter Carvalho e Mestre na dianteira. Com a aceleração, o pelotão principal ficou reduzido a pouco mais de dez unidades, menos do que os homens em fuga.

Com o grupo dos fugitivos já muito curto e com todos os adversários presos por arames, foi o próprio Raúl Alarcón, de amarelo no corpo, a atacar e a pedalar decidido rumo aos homens que resistiam em cabeça de corrida, entre os quais António Carvalho e Ricardo Mestre, incombustíveis, apesar de terem assumido as despesas da fuga desde o início. Tantas munições lançadas pela W52-FC Porto tiveram um efeito colateral: ficou a nu a fragilidade de Gustavo César Veloso, obrigando os restantes homens da W52-FC Porto a tornarem-se menos belicosos, reduzindo a velocidade para reagrupar o grupo dos candidatos, no qual não constavam Alejandro Marque (Sporting-Tavira) e Sérgio Paulinho (Efapel), “descarregados” na subida do Viso. O português, apesar do desgaste da perseguição, ainda reentrou. Mas o galego disse adeus à candidatura à camisola amarela.

Rui Sousa, que vinha da fuga inicial, isolou-se na subida em terra batida da Pedra Sentada, a pouco menos de 20 quilómetros do fim. O quarteto da W52-FC Porto que comandava o grupo principal não reagiu, e Rui Sousa foi galgando terreno rumo à vitória na etapa. O vianense cortou a meta 4 segundos antes do grupo dos favoritos. Neste grupo estiveram melhor Vicente García de Mateos (Louletano-Hospital de Loulé) e Rinaldo Nocentini (Sporting-Tavira), segundo e terceiro na etapa, que bonificaram para encurtar a diferença para Raúl Alarcón.

A demonstração de força da W52-FC Porto fez Alejandro Marque perder 1m22s na meta, mas não conseguiu travar a aproximação dos outros grandes rivais. Rinaldo Nocentini mantém o segundo posto na geral, estando agora a 24 segundos, de Raúl Alarcón. Vicente García de Mateos continua a subir. É quarto classificado, a 34 segundos. Após mais um dia de muito trabalho, Amaro Antunes (W52-FC Porto) segurou o terceiro posto, a 30 segundos.

O poderio da W52-FC Porto, que tem quatro homens nos sete primeiros da geral, está também plasmado na tabela coletiva, que os portistas encimam com 4m33s de vantagem sobre a Efapel. Vicente García de Mateos passou a ser dono da camisola dos pontos, João Matias (LA Alumínios-Metalusa BlackJack) sofreu, mas manteve o comando na classificação da montanha. O campeão da Letónia, Krists Neilands (Israel Cycling Academy), não aguentou a pedalada dos melhores, mas segurou a primeira posições entre os jovens.

Amanhã é dia de descanso, antecedendo a sétima etapa, marcada para sábado. Será mais uma chegada em alto, na Nossa Senhora da Assunção, Santo Tirso, depois de percorridos 161,9 quilómetros, desde Lousada.