As luvas biométricas chegam à Fórmula 1. Em que consistem?

As luvas biométricas chegam à Fórmula 1. Em que consistem?

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As luvas biométricas chegam à Fórmula 1. Em que consistem?

Já a partir desta temporada os pilotos levarão um sensor nas suas luvas que transmitirá permanentemente os seus dados vitais e que poderá vir a salvar as suas vidas.

Formular a resposta médica ideal em caso de acidente depende do acesso à informação correcta. Com o objectivo de proporcionar aos médicos do circuito essa informação, a FIA está preparada para apresentar as novas e fantásticas luvas de competição que enviam dados que podem salvar vidas, directamente do carro para a equipa médica“. A FIA apresenta, assim, uma importante novidade em matéria de segurança que poderia, quiçá, passar despercebida à primeira vista mas que será de grande importância para assegurar o bem estar dos pilotos: as luvas biométricas.

A luvas tinham como única finalidade melhorar a aderência das mãos dos pilotos ao volante e protegê-lo do suor ou da água em caso de chuva, mas a partir de agora também lhes poderão salvar a vida. Já a partir desta temporada, este característico equipamento acessório dos pilotos levará no seu interior, na palma da mão ou no dedo indicador, um sensor de 3 milímetros e cerca de 30 gramas de peso, o primeiro dispositivo de medição biométrica que medirá e transmitirá de forma constante os seus sinais vitais. Em concreto, mede a oximetria do pulso, ou seja, o nível de oxigénio no sangue e as batidas cardíacas no pulso.

Para provar a sua eficácia, foram realizados testes deste equipamento em alguns pilotos e os resultados foram satisfatórios. A implementação do uso deste equipamento significa um grande avanço em matéria de segurança dos pilotos, pois quando ocorrer um acidente permitirá aos médicos da FIA saber se o acidentado sofreu alguma lesão que lhe afecte as vias respiratórias ainda antes de chegarem ao lugar do sinistro. Até agora, isso só era possível ao examinar o piloto já no local do acidente, pelo que este equipamento permitirá actuar com maior precisão e rapidez.

Vejamos a explicação dada por Drlan Roberts, delegado médico da FIA: “O controlo das pessoas é essencial em termos de atenção médica. Gostaríamos de começar a ter forma de monitorizar e avaliar os pilotos assim que isso seja possível, mas o equipamento que usamos actualmente é relativamente volumoso e apenas é utilizado depois de que tenha ocorrido o acidente. Também há ocasiões em que não se consegue aceder de imediato ao piloto, não o conseguimos enquanto não nos conseguimos aproximar dele, pelo que toda a informação de que dispomos, no entretanto, é muito limitada“.

Uma nova versão de Bluetooth com um alcance de 500 metros será responsável por transmitir os dados recolhidos pelo sensor. E no futuro, melhorará. “Uma vez que tenhamos feito o trabalho inicial, a ideia é que haja um receptor no carro que mostre a oximetria e a batida cardíaca do pulso dos pilotos em tempo real“, assegura Alan van der Merwe, piloto do carro médico. “Isto é apenas o principio, pois já estão em estudo outros sensores que meçam a respiração e a temperatura.”