7 embarcações rumam ao Cabo das Tormentas

7 embarcações rumam ao Cabo das Tormentas

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7 embarcações rumam ao Cabo das Tormentas

Lisboa despede-se hoje da 13ª edição da Volvo Ocean Race! A regata que zarpou de Alicante, Espanha, e que chegará, 11 portos depois, a The Hague, Holanda.

Foi absolutamente sensacional a largada para a Etapa 2 da Volvo Ocean Race 2017-2018, que liga Lisboa à Cidade do Cabo, na África do Sul. O vento soprou de Nordeste, entre os 14 e os 18 nós, na despedida da capital portuguesa com o Dongfeng a liderar a frota à saída do Rio Tejo.

Zarpou hoje a segunda etapa da Volvo Ocean Race (VOR), num percurso entre Lisboa e a Cidade do Cabo, na África do Sul. Serão 7.000 milhas náuticas, aproximadamente 13.000 quilómetros, à vela no Oceano Atlântico, a percorrer uma rota dificílima e que o digam aqueles que leram e releram os escritos dos nossos navegadores e sobretudo quando se referiam ao temível Adamastor.

Equipas participantes

O veleiro de bandeira portuguesa, que trouxe Bernardo de Freitas de Alicante até Lisboa e onde agora embarcou Frederico Melo, capitaneada pela experiente skipper britânica Dee Caffari, esta é “a mais desafiante” de todas as etapas desta regata de oito meses, 12 portos e cerca de 44.000 milhas náuticas à volta ao mundo.

Frederico Melo que integra a tripulação do Turn the Tide on Plastic, alternadamente com Bernardo Freitas, para cumprir as cerca de 5 mil milhas náuticas e os mais de 20 dias do percurso entre Lisboa e a Cidade do Cabo: “Estou motivado. Vai ser uma aventura. Nunca passei o que vou passar nos próximos dias, mas estou confiante nas pessoas que vão a bordo, vamos tomar conta uns dos outros e vai correr tudo bem”, afirmou antes da largada. A praxe da passagem do Equador não assusta o velejador nacional: “Vou chegar com menos cabelo, se calhar sem uma sobrancelha, mas vai ser interessante. Somos seis no barco, que vamos ser praxados por isso esperemos que seja curto.”

Esta vai ser a aventura da minha vida. Às vezes tenho de me puxar para baixo porque me sinto a andar nas nuvens cada dia em que estou aqui. Vinha cá como visitante, sempre tive o sonho. O meu pai dizia que tinha de candidatar-me e eu respondia que não tinha experiência. Por sorte, surgiu esta oportunidade através da Mirpuri Foundation e cá estou para abraçá-la”, conclui Frederico Melo.

Serão agora três semanas, que poderão parecer muito longas, para navegar junto à costa africana, enfrentando todo, e quando é todo é mesmo todo, o tipo de condições meteorológicas. Haverão momentos de muito vento e outros onde nem uma brisa se fará sentir, chuva, sol intenso, levando os velejadores a desafiarem os seus limites ao inimaginável.

Cape Town será, pela décima vez, cidade anfitriã desta épica prova.